Arquivo da categoria: …da perda

pequeno fim

“Somos todos mortais. Talvez nenhum de nós entenda realmente tudo o que vivemos ou sinta que tivemos tempo suficiente”

(Kathy H., interpretação de Carey Mulligan)

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Não me abandone jamais, 2010

direção: Mark Romanek

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acúmulo de perdas

“Meu doce, a vida não se resume ao que você é ou ao que você pode ter, mas ao que você está prestes a renunciar”

(Simon, interpretação de Louis Garrel)

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Não, minha filha, você não irá dançar, 2009

direção: Christophe Honoré

avanços técnicos

Anos após Alfredo ter ficado cego por um incêndio provocado pela queima de uma película

– Fique parado…não disse? O filme não queima mais.

– O progresso sempre chega tarde.

(Salvatore Di Vita e Alfredo, interpretação de Marco Leonardi e Philippe Noiret)

 

Cinema Paradiso, 1988

direção: Giuseppe Tornatore

janela aberta

– Eu tive uma boa vida, não tive?

– A melhor.

– Lembra daquele verão quando eu fui a um acampamento? Tive tanto medo de perder vocês. Antes de entrar no ônibus, você disse pra eu me sentar do lado esquerdo, do lado da janela, pra que eu pudesse olhar pra trás e ver vocês.

– Eu me lembro.

– Vou pegar o mesmo assento agora. Vai ficar tudo bem. Vai ficar tudo bem, mãe.

(Sara e Kate Fitzgerald, interpretação de Cameron Diaz e Sofia Vassilieva)

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Uma Prova de Amor, 2009

direção: Nick Cassavetes

nas mãos do mar

* Sugestão de Larissa Resende

“Eu estou de volta. Em Memphis, conversando com você. Tenho gelo no meu copo. E eu a perdi novamente. Eu estou tão triste por não ter Kelly. Mas eu sou muito grato por ela ter ficado comigo naquela ilha. E agora eu sei o que tenho que fazer. Eu vou seguir respirando. Porque amanhã o sol vai nascer. E quem sabe o que a maré poderá trazer?”

(Chuck Noland, interpretação de Tom Hanks)

 

Náufrago, 2000

direção: Robert Zemeckis

meant to be

* Sugestão de Tiago Souza

 

 – Você não queria ser a namorada de alguém e agora é a esposa de alguém.

– Me surpreendeu também.

– Acho que nunca vou entender. Quer dizer, não faz sentido.

– Aconteceu.

– É isso que eu não entendo. O que aconteceu?

– Eu só… Acordei um dia e soube.

– Soube o quê?

– O que eu nunca tive certeza com você.

– Sabe o que é pior? Perceber que tudo em que você acredita é mentira. Isso é uma droga.

– O que você quer dizer?

– Sabe… Destino, almas gêmeas, amor verdadeiro e todos aqueles contos de fada infantis. Tudo Bobagem… Você estava certa, eu devia ter te escutado.

– Não.

– Sim. Por que você está rindo?

– Tom…

– O que foi? Por que você está me olhando desse jeito?

– Bem… Sabe, acho que é porque eu estava sentada numa doceria lendo Dorian Gray, um cara chega pra mim, me pergunta sobre o livro e agora ele é meu marido.

– É, e daí?

-Daí que… E se eu tivesse ido ao cinema? Se eu tivesse ido almoçar em outro lugar? E se eu tivesse chegado 10 minutos mais tarde? Era… Era pra ser assim. E eu só ficava pensando: “Tom estava certo!”.

– Não? Sério?

– Sim… Fiquei pensando, sim.  Só não era sobre “ser eu” que você estava certo (…)  Agora, eu tenho que ir. Mas fico muito feliz por ver que você está bem.

– Summer… Eu espero mesmo que você seja feliz.

(Tom Hansen e Summer Finn, interpretação de Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel)

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500 dias com ela, 2009

direção: Marc Webb