Arquivo da categoria: …da arte

a postos da espera

“Os dias passam, meu corpo apodrece. Corpos apodrecem. Por isso nada sou senão palavras. Quando escrevo, me afirmo. Quando falo, ganho sentido. Quando penso, ganho corpo. Meu corpo é letra e linha. Meu corpo palavra.”

(Camila, interpretação de Leandra Leal)

.

Nome próprio, 2007

direção: Murilo Salles

Anúncios

idealismo em duelo

“Poesia e política são demais para um só homem”

(Sara, interpretação de Glauce Rocha)

.

Terra em Transe, 1967

direção: Glauber Rocha

mundo das ideias

“Nós nunca vivemos tanto na caverna de Platão como hoje. Hoje é que nós estamos a viver de fato na caverna de Platão, porque as próprias imagens que nos mostram a realidade de tal maneira substituem a realidade. Estamos num mundo que chamamos de mundo audiovisual. Nós estamos efetivamente a repetir a situação das pessoas aprisionadas ou atadas na caverna do Platão. Olhando em frente, vendo sombras e acreditando que estas sombras são realidade. Foi preciso passar por todos esses séculos para que a caverna do Platão aparecesse finalmente num momento da história da humanidade, que é hoje e vai ser cada vez mais”

(José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura)

.

Janela da Alma, 2001

direção: João Jardim

sincera ilusão

– Espere. Não, por favor espere. Antes, quando nós… Quando você pensava que eu fosse o duque, você disse que você me amava, e, eu queria saber se…

– Se eu estava fingindo?

– Sim.

– Claro que eu estava!

– Oh… Parecia tão sincero o seu amor…

– Christian, eu sou uma cortesã. Sou paga para fazer os homens acreditarem  naquilo que quiserem acreditar.

(Christian e Satine, interpretação de Ewan McGregor e Nicole Kidman)

.

Moulin Rouge!, 2001

direção: Baz Luhrmann

metalinguagem

– Siga aquele táxi.

– Eu achava que isso só acontecia nos filmes.

(Pepa e Taxista, interpretação de Carmen Maura e Guillermo Montesinos)

 

Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, 1988

direção: Pedro Almodóvar

a relatividade do fim

– Como você sabe que terminou de fazer um quadro?

– Como você sabe que terminou de fazer amor?

(repórter e Jackson Pollock, interpretação de Matthew Hart Landfield e Ed Harris)

.

Pollock, 2000

direção: Ed Harris

pintando mortes

“Eu sempre desejei ter mais talento artístico. Bem, um assassinato também pode ser uma forma de arte. O poder de matar pode ser tão gratificante quanto o poder de criar”

(Brendon Shaw, interpretação de John Dall)

 

Festim Diabólico, 1948

direção: Alfred Hitchcock