Arquivo do mês: junho 2011

falha palavra

“Para todo mundo, o silêncio chega antes da verdade”.

(Nawal Marwan, interpretação de Lubna Azabal)

.

Incêndios, 2010

direção: Denis Villeneuve

coisas que eu não disse ainda

“O olhar é a luz que sai do olho”.

(Meu velho, interpretação de José Celso Martinez Corrêa)

.

Árido Movie, 2006

direção: Lirio Ferreira

o oposto do que eu disse antes

– Tá vendo? As coisas estão por aí e a gente não vê. Sabe por quê? Preconceito. As pessoas só querem ver o que deixam. É preguiça e preconceito. É por isso que eu gosto de Raul Seixas. Eu não gosto de uma opinião formada. Tá mais calmo? Pois bem. Ali, ói. Ali é um elefante. Essa aí é que foi foda. Mas eu não conseguia ver nem com a bexiga! Eu olhava, olhava… Só se for um elefante que não existe mais. Eu dizia pros velhos que me amostravam. Aí, um dia eu tinha fumado bem a erva, sabe? E fiquei admirando, admirando… Aí, percebi que era um elefante afundado na água. Tá vendo? A água no meio dele e a tromba saindo. Vê a orelha do bicho! Rapaz, foi feito uma alucinação. Porque eu pensava assim: se aquilo sempre esteve ali e eu nunca consegui ver, quanta coisa num existe pelo mundo que tá embaixo do nariz e a gente nem nem? O negócio é o seguinte: cabeça aberta e estar alerta. Se a gente pisa sem jeito, pode escorregar na imaginação. Mas é lindo, né Jonas? E é tudo seu. Mesmo que você não queira.

(Zé Elétrico, interpretação de José Dumont)

.

Árido Movie, 2006

direção: Lirio Ferreira

a postos da espera

“Os dias passam, meu corpo apodrece. Corpos apodrecem. Por isso nada sou senão palavras. Quando escrevo, me afirmo. Quando falo, ganho sentido. Quando penso, ganho corpo. Meu corpo é letra e linha. Meu corpo palavra.”

(Camila, interpretação de Leandra Leal)

.

Nome próprio, 2007

direção: Murilo Salles